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| PROGRAMA DE MANEJO ECOLÓGICO (BIOMANIPULAÇÃO) DO LAGO PARANOÁ |
Informações Relacionadas |
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A biomanipulação, definida originalmente como qualquer intervenção em um componente-chave da cadeia alimentar dos ecossistemas lacustres visando a promover melhorias na qualidade de suas águas, representa uma técnica ecológica de manejo cuja implementação tem sido amplamente testada e recomendada, principalmente para auxiliar na recuperação de lagos temperados. Durante a última década, foram desenvolvidos estudos experimentais pioneiros no potencial de implementação da biomanipulação como técnica auxiliar de combate à eutrofização do Lago Paranoá. A partir de medições da taxa de alimentação e excreção dos peixes em laboratório, e das avaliações de seus impactos em tanques, limnocurrais e áreas isoladas da própria represa, pôde-se concluir que o controle da proliferação excessiva de espécies exóticas de hábitos bentófagos (tilápias) desacelera a ciclagem interna de nutrientes e contribui para a diminuição da quantidade de algas indesejáveis (cianobactérias); e a colocação de uma quantidade controlada de carpas prateadas estéreis, filtradoras, controla biologicamente a biomassa excedente dessas algas. Em experimentos pilotos realizados em áreas marginais do lago foram obtidas reduções da ordem de 35% nas concentrações de fósforo e abundância algal, quer pelo controle da superpopulação de tilápias, quer pela estocagem das carpas prateadas. A adoção simultânea das duas estratégias de manejo ampliou para 70% as melhorias na qualidade da água, uma vez que a comunidade fitoplanctônica das piscinas experimentais passou a estar sujeita, simultaneamente, ao corte no fornecimento de nutrientes pela remoção das tilápias e à redução de sua biomassa pela ação herbívora da carpa prateada. A implementação da biomanipulação na escala global do lago teve início em 1999, por meio de uma operação de remoção maciça de tilápias no braço do Riacho Fundo, envolvendo dezenas de pescadores tarrafeiros e tendo como principais objetivos a redução do excesso de tilápias em área suceptível à mortandade maciça, e a estimativa do estoque pesqueiro explotável pela pesca comercial com tarrafa. Com base nas informações geradas durante as duas semanas de pesca intensiva (captura total de 20.000 peixes pesando 4.000 quilos e estimativas de estoque pesqueiro por marcação e recaptura e ecossondagem), foi possível obter junto ao IBAMA autorização especial para a liberação da pesca profissional nos braços do Riacho Fundo e Bananal. Tendo em vista que a área atualmente disponibilizada para a pesca profissional com tarrafa (aproximadamente 600 ha) representa a porção do Lago Paranoá com maior oferta de alimento natural (cianobactérias), esta se constitui num local extremamente apropriado ao cultivo de carpas prateadas em tanques-rede. Isto, aliado ao fato de ser esta área coincidente com àquela definida pelo programa de balneabilidade da Companhia de Saneamento do Distrito Federal (CAESB) como não passível de uso para recreação e esportes aquáticos, possibilitaria ainda a criação de um parque aqüicola ambientalmente favorável sem qualquer conflito com os demais usuários do Lago Paranoá. Visando aplicar na prática os resultados das pesquisas do Programa de Biomanipulação da CAESB executado desde a década de 90, a Assessoria Especial de Monitoramento e Controle da Bacia do Lago Paranoá (PAP/DP), a partir do ano de 2004 vem coordenando os seguintes projetos voltados ao manejo e gestão do Lago Paranoá: I.2) Projeto “Cultivo Ecológico de Carpa Prateada em Tanque-Redes no Lago Paranoá” (SEAP/CAESB) I.3) Projeto Filantrópico “Manejo Ecológico do Lago Paranoá” (PROEX/UCB) II) OUTROS PROJETOS:
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